terça-feira, 18 de outubro de 2011

Colóquio Media & Deficiência

Disponível em http://youtu.be/1Gng5fcBH20

Reportagem sobre o Colóquio Media e Deficiência que decorreu a 28 de setembro, Universidade Lusófona, em Lisboa

OFF 1
Na atualidade, destacamos o colóquio que decorreu na Universidade Lusófona de Lisboa, organizado pelo Gabinete para os Meios de Comunicação Social e pelo Grupo de Reflexão sobre "Media e Deficiência". As acessibilidades e a imagem das pessoas com deficiência nos meios de comunicação social foram os principais temas em debate.


Sérgio Gomes da Silva
Diretor de serviços do GMCS
"Nós aqui procuramos juntar quatro universos e trazê-los para um diálogo, para o início de um diálogo. Por um lado as pessoas com deficiência, por outro lado, os órgãos de comunicação social mas também a academia, portanto, haver quem estude, quem investigue, quem a partir dessa investigação, no fundo, encontre boas práticas e diga à comunicação social o que é que tem de fazer para se tornar mais acessível, para fazer uma melhor representação para que a própria comunicação social se abra. É importante ter jornalistas, é importante ter outros técnicos que eles próprios sejam pessoas com deficiência. Por exemplo, hoje em dia, se olharmos para os painéis de comentadores das televisões não encontramos ninguém que seja uma pessoa com deficiência. Seria importante ter, não para que as pessoas com deficiência vão lá falar sobre deficiência mas para que as pessoas com deficiência, que têm uma perspectiva muito concreta sobre o mundo, possam expressar essa expectativa."


OFF 2
Destruir preconceitos e passar uma imagem fiel das pessoas com deficiência são medidas imperativas, que dependem também dos media. Peter Looms, consultor internacional em acessibilidade audiovisual, foi um dos oradores. É dinamarquês e tem liderado palestras, nos quatro cantos do mundo, com o intuito de quebrar barreiras no acesso à programação televisiva.


Peter Looms
Especialista em Acessibilidade Audiovisual
"A Língua Gestual está presente no horário mais importante da televisão portuguesa, mas existem mais coisas, como as legendas. As pessoas que têm certas dificuldades em ouvir podem desfrutar dos programas com legendas em Língua Portuguesa. E também aumentando serviços de áudio-descrição. Portugal foi um dos primeiros países com um serviço de áudio-descrição através da rádio."


OFF 3
Jorge Fernandes, da UMIC, apresentou um estudo no qual analisou os media online e avaliou os sítios em termos de acessibilidade. Concluiu que, apesar do esforço, nenhum dos sítios analisados alcança o nível mínimo de conformidade. No colóquio, estiveram representados vários organismos e entidades, empenhados em combater a info-exclusão. Uma missão que deve ser assumida por todos.

Laurinda Alves
"Temos que despertar para este desafio de incluir todos, ou seja, nós não podemos fazer nada para nós excluindo alguns de nós. Portanto, como disse o Peter Looms, e bem, nada pode ser feito para todos sem o contributo de todos e temos de passar a olhar para as pessoas com algumas limitações ou com condicionantes, com um olhar que valoriza e não com um olhar que tolera ou que aceita. Eu não quero ser tolerada, ninguém quer ser tolerado, nós queremos ser aceites e valorizados na nossa especificidade."


OFF 5
O colóquio foi encerrado pelo Secretário de Estado Adjunto, Feliciano Barreiras Duarte.